segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Modelo vivo

Sábado passado tivemos após a aula, uma sessão de modelo vivo. Essas sessões se baseiam em poses rápidas de 30 segundos, 1 minuto e por aí vai, até as poses mais longas que são de 20 minutos.

Pouco antes do início da sessão, em uma conversa pra dar alguns parâmetros para os alunos mais novos nesse tipo de desenho, meu professor introduziu o assunto "desenho gestual", e falando nisso, a conversa evoluiu para "não estar preso a um desenho certinho, com cara de finalizado, que as pessoas entendam", até porque em 30 segundos não há tempo pra isso.
Modelo vivo - 5 minutos

Sendo assim, fomos para a sessão, e realmente os meus primeiros desenhos de 30 segundos as vezes são tao abstratos que poderiam estar em uma exposição de arte contemporânea (claro que com o devido texto explicativo sobre a linearidade da vida e a relação entre o ser humano e o tempo escasso).
Modelo vivo - 10 minutos


Após a percepção "esquentar" um pouco, parece que escolhemos melhor o que representar do modelo no papel, e por isso os desenhos ficam menos parecidos com emaranhados de linhas. O tempo vai ficando maior também e os 5 minutos parecem uma eternidade comparados aos 30 segundos do começo.
Modelo vivo - 10 minutos

Nas poses mais longas tive um insight e mudei a minha intenção, que era de fazer algo mais acabado, pra tentar captar mais sutilezas nas massas. Não estou falando de detalhes, mas de coisas que estão ali na base, mas não tão visiveis para olhos mais afoitos.


Modelo vivo - 20 minutos

Acho que essa mudança é que fez com que os desenhos ficassem se não melhores, pelo menos mais bem construidos.

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