domingo, 21 de novembro de 2010

Estudo gestual - Bob Marley

Mais um estudo voltado para o gestual, mantendo (ou tentando manter) sempre o foco no todo.
A escolha do Bob Marley como objeto de estudo foi por acaso. Minha filhinha de 1 ano e 4 meses chegou trazendo um livro/album do Bob Marley, que há muito não ouvia. Coloquei um dos cds e fiquei folheando o livro.  Existem algumas fotografias bem legais ali, e como estou me policiando para fazer pelo menos um desenho por dia, resolvi encarar.
O início correu conforme o que tinha planejado, e embora bem genérico, o todo foi configurado (ou pelo menos eu achei que tinha sido).

Primeira fase (clique para aumentar)

Após essa primeira fase, continuei tentando me manter focado no todo, e não em partes específicas. algumas travas (ainda genéricas) já estão presentes.

Segunda fase (clique para aumentar)

Creio que tendo ainda muito receio, podia ter continuado sem essas travas, mas elas acabaram aparecendo quando refiz o desenho gestual sobre a primeira "camada", visando acertar as proporções que ficaram erradas após o primeiro desenho.
Acho que este desvio que começou a aparecer nesta fase, se agravou conforme ia adicionando "camadas", e piorou bastante quando percebi que ao colocar a massa que seria o cabelo, ela teria que ser bem baixa. O que eu acho que deveria ter feito era ir colocando estas massas do cabelo conforme colocava as massas do rosto, pois ao colocar a massa do cabelo num valor baixo, destoou demais do rosto.
Tentei fazer com que o rosto ficasse num tom mais baixo, mas não a ponto de perder as sutilezas que haviam aparecido nas primeiras camadas.
Ao menos consegui me manter razoavelmente bem dentro do que havia pensado.

Bob Marley - grafite - 1h30 (clique para aumentar)


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Grafite

Enquanto não tenho novidades para colocar aqui, vai uma "velhidade".
Estes desenhos foram feitos com referência tirada de revistas, na mesma época destes (clique para ver), também usando o gestual e finalizando na sequência.

(clique na imagem
para ver no tamanho original)

sábado, 16 de outubro de 2010

Sessão de retrato - pastel colorido

Este retrato foi feito na sequência do que postei anteriormente, e foi completado usando as 3 sessões seguintes com a mesma modelo.
O início foi basicamente o mesmo usado para o primeiro estudo. Após a estrutura do desenho pronta, meu professor sugeriu um estudo de cores não usual. Daí que sairam esse amarelão (para a área de luz) e o verde e roxo (para as sombras) Os tons intermediários foram conseguidos com misturas de cores, desde azuis e verdes até laranjas, vermelhos e terras.
O que é interessante sobre o uso dessas cores é que uma vez convencionadas, pode se chegar a  um resultado realista, mesmo uma pessoa não tendo uma pele roxa, ou verde.

Retrato (pastel colorido)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sessão de retrato - carvão

Retrato (carvão) 
Retrato feito a partir de modelo posando por 2 horas. 
A base foi feita usando gestual com o carvão, que ainda pode ser visto.
Após essa base, fui sobrepondo algumas camadas que, embora ainda fizessem parte de estrutura, já davam um nível maior de acabamento.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sessões de retrato

Há algum tempo estamos fazendo sessões de retrato com modelos no ateliê. A idéia seria de usar as quatro aulas do mês pra desenvolver retratos, cada aluno na técnica que escolher. Poderiam ser vários estudos ou um retrato usando todas as quatro aulas.
Neste post vou colocar um feito em óleo e um em pastel colorido.

Um dos potos mais interessantes (e um dos que mais apanhei nessas aulas), é de planejar antecipadamente as cores e eleger uma das luzes que eram vistas nos modelos como a principal.
Isto é uma coisa que além de não ser das mais fáceis, pois o artista praticamente inventa a luz e sombras com o modelo como referência, acaba de uma vez com a idéia de que quem faz arte realista apenas copia o modelo ou uma foto.

Peço desculpas pela qualidade das fotos, mas como já não tenho uma regularidade nas postagens, se fosse esperar uma foto melhor, o blog ficaria desatualizado por muito mais tempo.

Retrato 1 - óleo sobre papel

Retrato 2 - pastel seco sobre papel



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Díptico - Grazziani e Lizandra

No curso de história da arte que estou fazendo no MUBE (Museu da escultura) de São Paulo, foi que tive a idéia de fazer um díptico (que nada mais é do que dois quadros que se completam). O que me fez pensar a respeito destas obras foi a aula de idade média, mais precisamente este díptico pintado por Piero della Francesca



Piero della Francesca: 'Díptico dos Duques de Urbino'
(Battista Sforza e Federico II da Montefeltro), 1472


 Uma curiosidade sobre estes quadros é que Segundo a professora,  o duque havia sido ferido no seu lado direito do rosto em uma batalha, e por isso pediu que aparecesse representado do seu lado "bonito". inclusive o pedaço do nariz que falta, não foi feito assim por imperícia de Piero della Francesca, mas sim porque havia sido arrancado. Para finalizar este momento cultural só tenho a dizer que: "quem ama o feio, só ama porque ele é duque".


Após algum tempo com esta idéia na cabeça, tive a chance de executá-la quando meu amigo Grazziani me disse que iria casar. Seria o meu presente para o casal, os dois desenhos. Procurei referências deles da maneira que havia imaginado, pela internet, mas não achei nada nem próximo. Falei com ele e demos um jeito de fazer essas fotos com ela sem que ela desconfiasse muito do presente. 


Fotos feitas, agora é só comigo. O meu plano seria fazer o desenho dos dois a carvão e conté, e o fundo em pastel colorido. Resolví fazer os dois ao mesmo tempo e no mesmo papel, e só depois cortar, pra ter uma unidade maior.



Primeira fase: carvão e conté.


Por incrível que pareça, agora é que veio a parte mais difícil pra mim. Fazer o fundo, que seria abstrato e colorido com giz pastel seco. Mas de última hora tive a idéia de fazer este fundo pintado. Como eu não havia planejado isto, o papel não tinha sido preparado pra receber  tinta a óleo, que já estou me acostumando a usar. O jeito foi usar acrílica, que por sorte eu tinha guardada em casa.
Como não tenho muita intimidade com arte abstrata, fui tentando... batendo cabeça.... e pondo tinta. Usei espátula e até esponja de cozinha.



Díptico montado e emoldurado

quarta-feira, 31 de março de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Modelo vivo - Fevereiro de 2010

Ontem aconteceu a primeira aula de modelo vivo do ano no atelie. Como ja fazia algum tempo desde a última vez, as vagas foram preenchidas rapidamente. O que geralmente demora mais de meia semana não passou de 2 dias.

Na hora marcada, todos a postos, menos a modelo, que ficou presa no trânsito. Já tinha gente falando que ela parou o trânsito por que havia  saido de casa já sem a roupa.
Mas, piadinhas sem graça a parte, ela logo chegou e acabou me surpreendendo pelo fato de fazer a pose longa (1 hora) de uma tacada só. Geralmente as modelos param por 5 ou 10 minutos, mas essa apenas dava uma esticada e 10 ou 15 segundos depois voltava para a pose.

Poses de 5 minutos

Como estamos desenvolvendo o desenho gestual durante a aula, foi o que tentei usar durante as poses da modelo.
Pela característica muito mais abstrata do desenho gestual, a dificuldade que encontrei foi conseguir conectar as linhas internas, pelo fato de não usar um boneco de modelo. O esforço foi bem maior (até pelo fato de eu não dominar este modo de desenho), mas me agrada bastante este processo por ser muito intuitivo.

Pose de 1 hora

Antes de começar a pase longa, pensei em fazer um tipo de imprimação na folha branca com o lápis contè sepia, mas me dei mal nesta idéia pois i o lápis conté não espalhou bem quando passei o dedo. Tive que lidar com isto, e usei o lápis contè sepia no desenho, especialmente nas sombras. A minha sorte foi que a borracha recuperou o branco do papel para as áreas de tom mais alto. 

O processo usado foi o mesmo das poses curtas: desenho gestual rápido para   encontrar o todo da figura e após isso ir lapidando por cima. 
Finalmente entendi (e melhor ainda, consegui usar) um conceito que o Maurício passou em aula algumas vezes, que ele trouxe do workshop com Burton Silverman. A ideia é traçar uma linha de construção (de base portanto) para determinar o limite de uma forma, seja ela bidimensional ou tridimensional.
A cor na esquerda da modelo eu coloquei após o termino da sessão, porque embora tivesse gostado do resultado, sentí que era preciso separar mais o fundo da figura, e acho que funcionou bem como acabamento.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Desenho

No fim do ano passado resolvi me voltar mais para o desenho. Um pouco por causa da minha filha, pois grafite não tem cheiro, é mais rápido e fácil de usar também.
Mas o principal motivo foi o de exercitar o desenho mesmo, especialmente o gestual, e conseguir passar dele para um trabalho mais finalizado sem ter que trabalhar muito para concertar as coisas. Só que para não trabalhar muito no futuro, adivinha o que se deve fazer? É... trabalhar muito agora, até que seja natural fazer o mínimo necessário.
Conversei com meu professor e ele me deu algumas dicas de como voltar ao trabalho em grafite mas sem necessariamente voltar ao básico.

Peguei algumas referências de "Spawn"e "Wolverine" (HQs) e fiz algumas tentativas (talvez coloque algumas delas aqui mais tarde), até que como sempre uma referência de um senhor me aparece. Não pude deixar de desenhá-lo, utilizando (ou tentando) a mesma abordagem com o desenho gestual voltado para o todo e depois ir lapidando.

Na parte da camisa ainda é possível perceber as linhas do desenho gestual e como tive que ajustá-lo. Clique no desenho para aumentar.



domingo, 3 de janeiro de 2010

Vecchio

Este ano que passou não foi dos mais produtivos em relação aos estudos de pintura e desenho, especialmente após o nascimento da minha filha, a Laís.
Seja por estar cansado por causa de noites mal dormidas, por ter que cuidar da bebê ou simplesmente por não querer empestear a casa com o cheiro das tintas, a minha dedicação quase que se restringiu às aulas, o que é pouco pra um desenvolvimento mais significativo. Especialmente para alguém que não trabalha diretamente com pintura. Mas, dando sequência a minha tentativa de ser mais positivo, pelo menos não fiquei parado.

O último trabalho finalizado em 2009 foi a versão a óleo deste (clique aqui para ver) estudo em pastel.
Além da diferença do material, tive que fazer algumas adaptações para realizar este trabalho, além de aprender algumas coisas. Uma  delas foi a adaptação do formato, pois o estudo em pastel (e a referência original) eram quadradas, e a tela que tinha disponível era retangular. Para isso tive que pesquisar outro plano de fundo, que ocupasse melhor a tela, mas que ao mesmo tempo continuasse a remeter ao sul da Itália.


Vecchio (2009)


Após achar, dei início à pintura pelo sujeito principal, que apesar dos percalços normais, acabou surgindo sem grandes problemas. Mal sabia eu que a parte da paisagem é que me daria muito trabalho. Isto me faz lembrar do tempo que treinava Kung Fu, aonde os professores falavam "nunca subestime o seu adversário".


Vecchio (detalhe)


Mas com a ajuda de meu mestre, consegui superar os percalços.
Algo novo que ele me mostrou foi o uso da espátula para criar texturas diferentes, algo que gostei muito de fazer.