sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Gestuais em grafite

Mais uma aula de desenho gestual, desta vez em grafite.
O exercício era de escolher várias referências fotográficas e fazer o desenho gestual em 4 minutos, de fora para dentro e mantendo-se sempre no todo.

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A metáfora de estar no fundo do mar e não voltar desesperado para tomar ar é bem interessante, e bem verdadeira também. Para quem não conhece a estória, o desenho gestual é relacionado com um mergulho  ao fundo do mar. A busca do detalhe ou o buscar a semelhança com o modelo é como ter que respirar, e por consequência, abandonar o mergulho em águas desconhecidas e deixar de explorar este universo que é quase, se não inteiramente regido pela intuição. O detalhe e o uso da razão fazem com que quem faz o desenho vá para um "lugar comum" e o desenho se torna duro.

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Nestes exemplos, em alguns momentos me senti realmente explorando este universo sob a água. É muito difícil abandonar o racional e se deixar levar por sensação apenas, mas as poucas vezes que consegui, me senti muito bem, e o desenho parece ser um espelho disto.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Estudo de figura sem referência

Já a um tempo atrás eu resolvi fazer um estudo de Fantasy art, só para brincar. Peguei um livro que tenho chamado "The future of fantasy art" de Aly fell e Duddlebug (editores) e folheei para encontrar uma referência legal. Encontrei uma cena de um artista chamado Glen Orbik e começei a desenhar em grafite mesmo.

Depois de um tempo, com o desenho já avançado, resolvi fazer o mesmo personagem num outro angulo. Mas nunca fui muito bom criador de personagens. Pelo menos não quando eles tem que ser realistas. Então me lembrei de um outro livro chamado "Imaginative Realism" de James Gurney, aonde ele explica como criar imagens realistas de situações que não existem, porque a realidade é muito mais infinita do que a imaginação pode alcançar.

Então peguei uma outra imagem para me servir de referência e começei a fazer o retrato do mesmo guerreiro em um outro angulo, mas sempre com uma perspectiva realista, e não um desenho de quadrinhos ou com uma construção a partir de um boneco (até porque não sou nem um pouco bom neste tipo de coisa).

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O desenho maior é o meu primeiro estudo  e os outros dois foram os que fiz modificando o angulo da cabeça.
Detalhe 1 - desenho com referência

Detalhe 2 - desenho sem referência

James Gurney diz em seu livro que devemos recriar um ambiente para assim termos a referência. Acho correto, e é assim que uma imagem mental acaba vindo para a realidade sem passar pelo filtro que fazemos ao usar apenas a imaginação.
Neste caso não tinha como fazer uma maquete, e nem vinha ao caso tanto trabalho para apenas um estudo, então usei uma outra referência fotográfica para isso, mas para um trabalho final vale a pena recriar a cena da imaginação para ter ideia de como as coisas se comportam numa situação real e poder manipular sem perder a sensação de realidade.