sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pequeno desenhista

Quarta feira passada, passei metade da tarde no colégio aonde minha filha estuda. Bom... estuda tanto quanto uma criança de 2 anos e meio poderia estudar, ou seja, brinca, socializa... e se desenvolve bastante. Como ela ainda é pequena, existe um período de adaptação, e eu tive que acompanhá-la. Fiquei na parte externa do prédio, conversando com o pessoal que faz a segurança, e depois me voltei a uma estátua de Nossa Senhora de Scion que existe ali.Como estava com meu caderno, resolví desenhá-la, já que estava empolgado por ter ido à Pinacoteca no domingo anterior.

Nossa Senhora de Scion

Fiz um desenho relativamente rápido. Não deve ter passado de dez minutos, mas o que foi realmente legal foi um menino que foi falar comigo.

Ele chegou, me perguntou o que eu estava fazendo. Eu respondi e vendo o interesse, perguntei se ele gostava de desenhar. Ele disse que sim e saiu correndo.
Alguns minutos depois ele voltou. Ofereci a ele uma folha e lápis, e ele me mostrou um caderninho que havia ido buscar.

Parou perto de mim e começou a rabiscar alguma coisa. "Quer ver o que eu desenho?"
"Claro!", eu disse, e continuei ali.

Após alguns minutos ele me mostra um dragão, digno da imaginação de um menino de 10 anos.
Como já tinha me cansado (é, a idade pesa... hehe) me sentei e ele veio me perguntar: "me diz alguma coisa pra eu desenhar?"

Isso me lembrou muito a minha infância, quando torturava minha mãe com essa mesma pergunta.
"Um cavaleiro, pra matar esse dragão!", e ele se deitou no banco, na minha frente e empolgado começou a rabiscar. E eu, muito feliz de ver esse pequeno desenhista em sua felicidade em fazer algo que gosta, resolvi fazer algo que gosto também.

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